...imagens - sons - leitura - viagens - opiniões... ...em torno de História - Museus - Artes - Educação - Estórias... ... «isto anda tudo ligado...»
Mostrar mensagens com a etiqueta José Mário Branco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Mário Branco. Mostrar todas as mensagens
30.11.19
23.2.17
Ao Zeca, que ao fim de 30 anos cá está bem VIVO!
Associação José Afonso
As letras de Zeca
Tributo a Zeca Afonso
Mural Sonoro
Zeca, uma Estética que era uma ética
Letra e voz de Zé Mário Branco
Vieste de menino d'oiro pela mão
Acordar a madrugada
E fez mais, às vezes, uma só canção
Do que muita panfletada
Grandes janelas soubeste abrir
Por onde o ar correu sem te pedir
Que não se cansem de nascer
As fontes onde vais beber
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Vestiste a capa de caloiro coimbrão
Para ultrapassar o fado
E, em cada Natal, teu fruto temporão
Nunca foi ultrapassado
Na distracção jogas à defesa
Com o humor disfarças a tristeza
Cantas a esp'rança e o amor
Que o povo te ensinou, de cor
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Nem tudo o que reluz é oiro, pois então
E bem gostaria o facho
De te ver calado e manso pela mão
Com medalhas no penacho
Co'a a tua ronha felina e sã
Vais-lhe atirando as flechas de amanhã
O olho pisco a acender
E a garganta a acontecer
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Vieste de menino d'oiro pela mão...
Poema de José Mário Branco para Zeca Afonso
12.10.13
13.9.13
«Queixa das Almas Jovens Censuradas», Natália&Zé Mário - obrigatório!
poema de Natália Correia (1923-1993)
Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte.
31.8.13
Subscrever:
Mensagens (Atom)

