23.2.17

Zeca Afonso, «No comboio descendente»

José Afonso, «Já o tempo se habitua»

José Afonso, «De sal de linguagem feita»



De sal de linguagem feita
Numa verruma que atava
A lingua presa do jeito
A forma de ser escrava

O apito do comboio
Que não diria de onde era
O apito do comboio
Que não diria de onde era

O sinal, a mordedura
A visita que não vem
O sinal, a mordedura
A visita que não vem

O corredor, o tapume
A sala vedada às feras
O corredor, o tapume
A sala vedada às feras

O frenesim das jibóias
Em guarda, o soldo, a comida
O frenesim das jibóias
Em guarda, o soldo, a comida

A cozedura do pleito
O cheiro a papel selado
Um cantinho de amargura
Um raio de sol queimado

Junto do bolso do fato
A morte, a vida a vitória

Diga lá minha menina
Se acredita nesta história
Diga lá minha menina
Se acredita nesta história


Letra e Música: José Afonso
Álbum: Fura Fura (1979)

13.1.17

YES HE DID... a farewell speech! ... 01/10/2017





















Quando Obama ganhou as primeiras eleições, em 2008, o discurso não me
iludiu como um dia sonhei com os de Xanana.
Mas esperei por tudo, porque ele é diferente!

Quando Obama ganhou, em 2012, faltava fazer muito!
O discurso voltou a ser de esperança nos norte-americanos, com muito ainda por fazer.
As guerras não pararam, mas os E.U.A. mudaram para melhor. E Obama continuou sendo diferente.

YES HE DID!

Como e o que será que aconteceu para, em 2016, ter acontecido o que aconteceu?
Bernie Sanders explica...

É aflitivo ouvir Obama dizer o que explica, ao «ser» que se segue sobre o que é um Presidente.
Explicar que é preciso uma equipa coesa e confiável?...

Os dias que se seguem são da maior incerteza...  a certeza é que nos atingirão também...

14.12.16

Hoje, não há nada mais a dizer...

... só isto, daqui, por José Manuel Rosendo.
                                                           escultura de Freddy Tsimba


(imagem obtida aqui)