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25.4.18
4.3.18
23.2.17
Ao Zeca, que ao fim de 30 anos cá está bem VIVO!
Associação José Afonso
As letras de Zeca
Tributo a Zeca Afonso
Mural Sonoro
Zeca, uma Estética que era uma ética
Letra e voz de Zé Mário Branco
Vieste de menino d'oiro pela mão
Acordar a madrugada
E fez mais, às vezes, uma só canção
Do que muita panfletada
Grandes janelas soubeste abrir
Por onde o ar correu sem te pedir
Que não se cansem de nascer
As fontes onde vais beber
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Vestiste a capa de caloiro coimbrão
Para ultrapassar o fado
E, em cada Natal, teu fruto temporão
Nunca foi ultrapassado
Na distracção jogas à defesa
Com o humor disfarças a tristeza
Cantas a esp'rança e o amor
Que o povo te ensinou, de cor
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Nem tudo o que reluz é oiro, pois então
E bem gostaria o facho
De te ver calado e manso pela mão
Com medalhas no penacho
Co'a a tua ronha felina e sã
Vais-lhe atirando as flechas de amanhã
O olho pisco a acender
E a garganta a acontecer
Nunca mais te hás-de calar,
Ó Zeca, para nós
Canta sempre sem parar
Que é seiva e flor a tua voz
Vieste de menino d'oiro pela mão...
Poema de José Mário Branco para Zeca Afonso
José Afonso, «De sal de linguagem feita»
De sal de linguagem feita
Numa verruma que atava
A lingua presa do jeito
A forma de ser escrava
O apito do comboio
Que não diria de onde era
O apito do comboio
Que não diria de onde era
O sinal, a mordedura
A visita que não vem
O sinal, a mordedura
A visita que não vem
O corredor, o tapume
A sala vedada às feras
O corredor, o tapume
A sala vedada às feras
O frenesim das jibóias
Em guarda, o soldo, a comida
O frenesim das jibóias
Em guarda, o soldo, a comida
A cozedura do pleito
O cheiro a papel selado
Um cantinho de amargura
Um raio de sol queimado
Junto do bolso do fato
A morte, a vida a vitória
Diga lá minha menina
Se acredita nesta história
Diga lá minha menina
Se acredita nesta história
Letra e Música: José Afonso
Álbum: Fura Fura (1979)
13.1.17
YES HE DID... a farewell speech! ... 01/10/2017

Quando Obama ganhou as primeiras eleições, em 2008, o discurso não me
iludiu como um dia sonhei com os de Xanana.
Mas esperei por tudo, porque ele é diferente!
Quando Obama ganhou, em 2012, faltava fazer muito!
O discurso voltou a ser de esperança nos norte-americanos, com muito ainda por fazer.
As guerras não pararam, mas os E.U.A. mudaram para melhor. E Obama continuou sendo diferente.
YES HE DID!
Como e o que será que aconteceu para, em 2016, ter acontecido o que aconteceu?
Bernie Sanders explica...
É aflitivo ouvir Obama dizer o que explica, ao «ser» que se segue sobre o que é um Presidente.
Explicar que é preciso uma equipa coesa e confiável?...
Os dias que se seguem são da maior incerteza... a certeza é que nos atingirão também...
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