26.12.18

da irreverência da Rosa

Para a Cristina
Image of the poem "Lullaby" copyright 2012 Cristina Ina



                                                                    1966    ... noite de Natal de 2018.



23.2.17

Ao Zeca, que ao fim de 30 anos cá está bem VIVO!



Associação José Afonso

As letras de Zeca

Tributo a Zeca Afonso

Mural Sonoro

Zeca, uma Estética que era uma ética



Letra e voz de Zé Mário Branco
Vieste de menino d'oiro pela mão
Acordar a madrugada
E fez mais, às vezes, uma só canção
Do que muita panfletada


         Grandes janelas soubeste abrir
         Por onde o ar correu sem te pedir
         Que não se cansem de nascer
         As fontes onde vais beber

         Nunca mais te hás-de calar,
         Ó Zeca, para nós
         Canta sempre sem parar
         Que é seiva e flor a tua voz

Vestiste a capa de caloiro coimbrão
Para ultrapassar o fado
E, em cada Natal, teu fruto temporão
Nunca foi ultrapassado


         Na distracção jogas à defesa
         Com o humor disfarças a tristeza
         Cantas a esp'rança e o amor
         Que o povo te ensinou, de cor

         Nunca mais te hás-de calar,
         Ó Zeca, para nós
         Canta sempre sem parar
         Que é seiva e flor a tua voz

Nem tudo o que reluz é oiro, pois então
E bem gostaria o facho
De te ver calado e manso pela mão
Com medalhas no penacho


         Co'a a tua ronha felina e sã
         Vais-lhe atirando as flechas de amanhã
         O olho pisco a acender
         E a garganta a acontecer

         Nunca mais te hás-de calar,
         Ó Zeca, para nós
         Canta sempre sem parar
         Que é seiva e flor a tua voz

Vieste de menino d'oiro pela mão...



Poema de José Mário Branco para Zeca Afonso